Stellamaris

"Somente o amor transcende e transmuta os nossos sentimentos no mais profundo de nossa alma"

Diário
28/02/2010 02h41
CAPRICHO
Capricho

Não há desencontros
Onde existe sentimento
No encontro uma promessa
No carinho uma tarefa

Quando as estrelas acendem a lua
Persiste a  brisa perfumando o ar
Cai uma lágrima distraida
Brinda a tímida face do amor

Intrigante tunel das horas
Cabeça alma coração resiste
Embalando a saudade teimosa
Na rede da solidão...

@Vera Lúcia de Oliveira
(Stellamaris)
Rio, 28/02/2010
01:57



Publicado por Stellamaris em 28/02/2010 às 02h41
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20/02/2010 04h10
LEGÍTIMO...
LEGÍTIMO

Todo amor tem seus encantos
Toda paixão é egoista
Toda solidão tem jeito
Todo amor incodicional é perfeito
Toda saudade é bem vinda
Quando alguém que passou
Por nós rascunhou uma bela história
Permanecendo presente
Deixando sua lembrança querida...


@Vera Lúcia de Oliveira
(Stellamaris)
Rio, 20/02/2010
Rio, 02:53


Publicado por Stellamaris em 20/02/2010 às 04h10
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11/02/2010 01h40
CONTEÚDO...
Conteúdo...

Longas horas gemeas
Expressam eterna inquietude
Elaborado sentir incondicionado
Além dos muitos condensados
Revela discreto comedimento
Sem sombras inibidas
Prevista a hora que diz o consignado
Mérito de um sentir sublimado
Robusto atento rigoroso
Reside o generoso propósito
Renato na grandiosa ação
Ermida intocável do caráter
Fonte da sensibilidade
Abriga relevante querer
Prudente discrição
Amorosa cumplicidade
Harmonia felicidade...

@Vera Lúcia de Oliveira
(Stellamaris)
Rio, 11/02/2010
01:17


Publicado por Stellamaris em 11/02/2010 às 01h40
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06/01/2010 15h40
VERNIZ SOCIAL E EDUCAÇÃO...
A diferença entre  o verniz
social e a educação
Uma é consistente
a outra verniz somente

Uma resiste com elegância e gentileza
a outra contrariada trinca o verniz
Despe a máscara desliza
Desce do salto rola ribanceira
quebra o barraco

Uma é profunda
A outra superficial
A diferença é evidente
Uma se desculpa
a outra machuca
Quer saber a diferença?
Catuca!

@Vera Lúcia de Oliveira
(Stellamaris)
Rio, 06/01/2010
15:48



Publicado por Stellamaris em 06/01/2010 às 15h40
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27/12/2009 18h55
MULHERES CELTAS
MULHERES CELTAS

Um exército inteiro de romanos, era incapaz de deter um punhado de galeses, quando esses pedissem ajuda a suas mulheres. Elas surgiam convertidas em verdadeiras "fúrias": inchando o peito, relinchando como cavalos selvagens e rangendo os dentes, se atiravam sobre os adversários dando patadas, mordidas e praticando ações tão fulminantes, que todos diziam que elas se convertiam em verdadeiras catapultas. Eram umas lobas que, à céu aberto lutavam raivosamente para proteger sua tribo.

O conceito celta da mulher se diferenciava do que tiveram os gregos e romanos. As funções que desempenhava rompiam padrões, causando impacto e assombro entre os escritores, ou historiadores contemporâneos dos celtas, que deixaram suas impressões escritas. A impressão geral que se obteve da mulher celta de antigamente, foi que ocupou um privilegiado lugar, se compararmos com outras mulheres de outras sociedades da época em que viveu. Sua importante função se desenvolveu em "pé de igualdade" com os homens, tanto de direito, quanto de dever.

As mulheres celtas foram tão boas guerreiras quanto os homens, muito temidas por sua valentia e força, pois não eram vencidas fisicamente com facilidade. Elas sempre os precediam nas lutas, muitas vezes, surgiam nos campos de batalha como verdadeiras feras, que nuas, gritavam, uivavam, insultavam o inimigo com palavras, empunhando lanças e imitando a Deusa Guerreira "Morrigan". Se fosse preciso, mostravam suas nádegas como uma ato de desrespeito ao inimigo, ao puro estilo celta.

A mulher da Velha Irlanda, único lugar que nunca foi visitado pelas legiões romanas, manteve sua independência até o século XII e uns três séculos mais, estava ainda, quase em plano de igualdade com o homem. Ela não foi derrotada em luta pelos romanos, mas sim pelo cristianismo. Podemos dizer, que a mulher celta foi a grande precursora do feminismo moderno.

Antigas lendas falam de mulheres sábias, médicas, legisladoras, druidesas, poetisas, indicando que as mulheres ocuparam essas posições dentro da sociedade. Tampouco eram excluídas do privilégio da educação, pois existem numerosos registros a respeito. Também houve mulheres que governaram e esposas de governantes muito populares, assim como também guerreiras. Podiam ainda, ostentar o mando militar, como foi a caso de Boudicca, a Rainha e Capitã da tribo dos Iceni britânicos, cujas ações bélicas foram consideradas as mais sangrentas realizadas pelos celtas.

Uma mulher divorciada retinha suas propriedades, mais o dote, o qual, no sistema legal Brehon, era requerido tanto do marido como da mulher (consistia usualmente em bois, cavalos, escudo, lanças e espadas). A esposa também podia exigir de um terço à metade da riqueza do marido. O sexo não era encarado em rígidos termos moralistas: uma mulher não era "culpada" de adultério se tivesse relações extraconjugais; uma mulher podia escolher seu marido (a maioria dos povos dessa época, permitia unicamente que o homem escolhesse uma esposa); os casamentos tinham duração de um ano, quando podiam ser renovados se houvesse mútuo consentimento; a homossexualidade masculina era comum e aceita, especialmente entre guerreiros.

Quanto as druidesas, embora muitos autores negam a sua existência é por não terem sido mencionadas por alguns historiadores da época como Júlio César, que nunca chegou até as ilhas, de onde provinham todos os relatos acerca das sacerdotisas. Entretanto, Pomponio Mela faz um relato sobre elas quando acompanhou Adriano até as ilhas britânicas: "havia na alta Caledônia mulheres sacerdotisas chamadas Bandruidh que, igual aos druidas varões estão divididas em três categorias..." e segue detalhando sobre o lugar que ocupavam na sociedade e as funções que exerciam.

As lendas nos narram episódios onde mulheres druidas eram relevantes na história, assim: Gáine como uma chefe druida, Aoife ou Aife, irmã de Deusa Scâthach, que com sua varinha converte em cisnes os filhos de Lyr. A Biróg, outra druidesa, que ajudou Cian a conhecer Eithlinn, feito muito relevante na mitologia celta irlandesa, pois dele nasceria posteriormente Lugh.

Muito embora a mulher celta fosse uma guerreira, ela se preocupava com a aparência. Trançava os cabelos, usava muitos adornos e até pequenos sinos em suas roupas para atrair a atenção do sexo oposto. Forte, mas feminina, pois sabia que era a única do gênero humano que podia dar vida. Sem descendência, não haveria família, nem clã, nem tribo. Com escassa descendência, sua tribo se tornaria menos numerosa, possuindo menos recursos, menos mãos para o cultivo e para guerra.



Publicado por Stellamaris em 27/12/2009 às 18h55
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Página atualizada em 14.03.10 15:23